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  Coluna do Mino
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Convenção mantem Temer presidente nacional do PMDB

  5/2/2010 21:08:00 

O PMDB realiza nesta sábado,6, em Brasília, a convenção do partido que vai escolher o presidente e a executiva nacional. O evento deve marcar a reeleição do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), no comando do PMDB, com início às 9h00, no auditório Nereu Ramos (Anexo II da Câmara dos Deputados).

         Com a manutenção de Temer à frente da legenda, os peemedebistas esperam fortalecer seu nome para compor a chapa com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na corrida presidencial deste ano. A preocupação em definir logo o vice começou em meio a manobras do PT para preterir a escolha de Temer. A desconfiança está relacionada ao fato do atual presidente da Câmara já ter feito parte do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

         O próprio presidente Lula chegou a pedir que o PMDB apresentasse três nomes para a chapa encabeçada por Dilma, o que provocou um mal estar entre os peemedebistas.

          Para garantir a vaga ao correligionário, o partido decidiu antecipar a convenção nacional, que antes estava programada para acontecer em março. A legenda, porém, não está totalmente unificada.

         O diretório do Paraná, por exemplo, anunciou na quinta-feira, 4, que irá boicotar o encontro, pois entende que a antecipação só servirá para chancelar o nome de Temer como vice de Dilma.

          Os paranaenses defendem a candidatura do governador do estado, Roberto Requião, ao Palácio do Planalto. Além disso, esperam que os diretórios de São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também boicotem a convenção, já que são estados onde Temer não é unanimidade.

          Alguns peemedebistas, inclusive, ameaçaram questionar a mudança na Justiça, como o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia. Na quarta-feira, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) também disse que não ia à reunião por não concordar com a reeleição de Temer.

          Apesar disso, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) negou qualquer divergência interna e ressaltou que a presença de 22 ou 23 dos 27 diretórios do partido na convenção já será o suficiente para reconduzir Temer à presidência da legenda. "Ninguém está pedindo unanimidade. A democracia se faz com a maioria. Portanto, a situação está tranquila para o Michel (Temer) que deve ser eleito novamente", afirmou Cunha. (Maurício Nogueira)