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  Coluna do Mino
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Proibição de "fumódromos" gera crítca mesmo de não-fumantes

  10/3/2010 19:20:00 

O Conselho de Cidadania e Justiça do Senado (CJJ) aprovou nesta quarta-feira, 10, um projeto de lei que proíbe os fumódromos em todo o País. A medida, que ainda terá de passar pela Câmara, já vigora em São Paulo desde agosto de 2009. Segundo a opinião dos fumantes e não-fumantes consultados pela reportagem, a proibição do fumo em locais fechados é uma boa medida, mas vetar os fumódromos é desnecessário. As informações são do Estadão online.

          Para a publicitária Jéssica Rampazo, 23 anos, de Salvador, não-fumante, a medida é um "exagero", já que o cigarro é uma substância lícita. "Não é por falta de aviso que alguém pode dizer que não sabe sobre os males causados pelo tabaco, mas com a aprovação deste projeto, logo mais os fumantes não poderão fumar nem na rua", afirma.

          Outro não-fumante e estudante de comunicação social de São Paulo, Caio Zinet, 22 anos, acha que a lei limita liberdades individuais da população. Além disso, Zinet também vê uma fragilidade no argumento de que os fumódromos prejudicam os funcionários de bares e restaurantes, já que "alternativas simples como não deixar os funcionários entrarem nos fumódromos são deixadas de lado."

          A estudante de informática carioca Tatiane de Oliveira, 21 anos, ex-fumante, concorda com a lei, mas com ressalvas. "Por mim não haveria nem área para fumantes. Mas, como cada um sabe o que faz, sou contra barrar completamente o fumódromo, mas só se o local ficar realmente isolado dos não fumantes."

          A designer de moda de Curitiba Jaqueline Carvalho, 21 anos, fuma é a favor da lei antitabaco. "Mesmo sendo fumante, acho muito bom chegar em casa depois da balada sem cheiro de cigarro. É até mais divertido fumar lá fora, dependendo do clima", brinca.(Maurício Nogueira)